Maceió,  

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Depoimentos  

"Dentre tantas questões sem respostas, o por que Ceci incomoda não só a políticos mas particularmente a cidadãos arapiraquenses e alagoanos. Nós, que convivemos com Ceci muito antes da sua trajetória política guardamos imagens de uma mulher que sempre lutou por seus ideais. Revelava já na adolescência, a garra dos vencedores. Destemida, enfrentou todos os obstáculos que surgiam e que dificultavam os seus objetivos. Lutou bravamente pelo reconhecimento do seu amor por Juvenal e pelo seu espaço profissional, no campo da medicina. Sempre solícita, disponível, solidária, não se deu por satisfeita, pois acreditava que através de um mandato poderia lutar pela melhoria das condições de vida da população que costumava atender em seu consultório. Foi no espaço político contaminado por práticas comprometedoras, que Ceci começou a impor um novo estilo de fazer política. Sem abandonar valores construídos na sua formação cristã, de filha, mãe e profissional, a “doutora” Ceci ia ampliando cada vez mais seus horizontes políticos, e no decorrer dessa caminhada parceiros foram se juntando. Com a companheira Célia formavam uma dupla imbatível nas urnas! No Sertão de tantas histórias de “cabra macho”, duas mulheres ocupavam agora um espaço privilegiado. Sem armas e munição, levavam a esse povo tão sofrido, palavras e gestos de solidariedade e afeto. Com os recursos que consegui carrear para o Estado, sua preocupação primordial era com o resgate de uma dívida social histórica. Não foram grandes projetos como os que a mídia costuma alardear. Mas o suficiente para incomodar determinados grupos políticos encastelados no poder, oriundos de uma cultura política sedimentada na força e na opressão. Essas considerações não respondem a pergunta inicial, mas nos ajudam a refletir um pouco sobre o fato e tentar encontrar alternativas, no sentido de construir uma nova cultura política pautada numa conduta ética de respeito à vida. É o mínimo que nós podemos fazer enquanto cidadãos, já que sua vida não pode ser devolvida. Vera Lúcia França de Lima Professora e Assistente Social da Secretaria Municipal de Educação de Maceió. "

 Por que Ceci?
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"10 anos sem minha mãe. 10 anos sem sentir sua mão carinhosa afagando meus cabelos. 10 anos sem ouví-la dizer que me ama umas 10 vezes ao dia. 10 anos sem ver seus olhinhos verdes brilhantes preocupados com o próximo bem que iria fazer. 10 anos sem sua alegria de viver. 10 anos sem ouvi-la dizer: "minha filha, faça o bem sem olhar a quem", após ter sido trapaceada por alguém, que arrependido pede nova ajuda...10 anos sem que ela participasse da vida da minha filha, sem que ela participasse das minhas vitórias e das minhas dores e sem que conhecesse seus novos netos. 10 anos imaginando que ela está ao meu lado, me dizendo exatamente o que fazer e como agir. 10 anos sem seus conselhos seguros. 10 anos sem sua autoridade de mãe.10 anos sem sua sabedoria.10 anos sempre acompanhada, mas com um uma ponta de solidão no fundo da alma.10 anos insistindo que eu não posso fraquejar porque ela está me observando e me incentivando para que eu seja sempre uma pessoa melhor do que eu posso ser agora, pois se eu fraquejar ela pode sofrer em qualquer lugar onde ela estiver. Tantas dores já passei, tantas mortes já enfrentei, mas nenhuma dor poderia ser maior do que estes dez longos anos... 10 anos sem meu pai. 10 anos sem meu porto seguro. 10 anos sem a calma e a perseverança do meu anjo protetor.10 anos sem seu cuidado com a menina dos seus olhos, eu. 10 anos sem vê-lo rolar na cama com meu irmão e agora com os netos. 10 anos sem o dengo excessivamente gostoso. 10 anos querendo que ele ensinasse aos meus filhos como ser humilde, prestativo e afetivo com as pessoas. 10 anos sem ter que melindrar as palavras para dizer qualquer coisa, sem que ele ficasse chateado, fazendo-me entender que nesta vida, cada um tem um jeito de ser e que temos de ter cuidado com o que falamos, para não magoar as pessoas. 10 anos acreditando que qualquer um pode passar por momentos difíceis e superá-los com garra, determinação e principalmente, amor. 10 anos lembrando que ele segurou em minha mão para andar sobre meus próprios pés, sobre duas e sobre 4 rodas, sempre confiando em mim e me dando subsídios para eu ser o que sou hoje. 10 anos tendo que ir a um cemitério, lugar que ele sempre detestou. 10 anos convivendo com culpa por tê-lo magoado e jamais poder pedir perdão sob o seu abraço. 10 anos imaginando que não posso sofrer, porque sei que sentirá muito por não poder enxugar minhas lágrimas.... 10 anos sem a delicadeza de suas rosas plantadas no nosso jardim, por ele mesmo, em sinal do seu amor. 10 anos convivendo com a injustiça que eles sempre me ensinaram a não aceitar. 10 anos de fuga, da vida e da morte. 10 anos cansados de pensar em justiça, mas vendo-a renascer em cada palavra segura do meu irmão. 10 anos de muito desgaste emocional, não só meu, mas principalmente das inúmeras famílias que também ficaram órfãs dos meus pais. 10 anos de luta pela vida, pelo equilíbrio, pelo amor. 10 anos sabendo que posso encontrar o assassino da minha vida na próxima esquina, curtindo a vida. 10 anos de entrega a deus.10 anos de esperança.10 anos de sonho com uma sociedade mais justa, mesmo observando a transcendência da injustiça ao raciocínio humano. 10 anos de luta pela justiça ao menos nos núcleos aos quais pertenço, fazendo o velho e bom trabalho de formiguinha, como minha mãe e meu pai me ensinaram. Uma vida inteira de amor incondicional e eterno. Uma vida inteira de luta por justiça. ADRIANA SANTOS CUNHA CALADO Filha de Ceci Cunha "

 Desabafo de uma filha
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"Leia os depoimentos de quem se sente injustiçado na seção MURAL DE RECADOS."

 Leia os depoimentos de quem se sente injustiçado na seção MURAL DE RECADOS.
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